
Homilia
Amados irmãos e irmãs em Cristo,
O Evangelho de hoje nos apresenta um contraste comovente: enquanto os fariseus tramam a morte de Jesus, Ele, ao saber disso, não se exalta, não se defende, não revida. Jesus se retira em silêncio e o que faz em seguida? Cura. Serve. Ama.
É justamente nesse silêncio que resplandece o verdadeiro rosto do Messias: “Ele não gritará, não discutirá… não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega”. Eis o Servo do Senhor manso, firme e compassivo.
Vivemos tempos de barulho, de disputas, de ódio rápido e julgamentos fáceis. Mas Jesus nos ensina hoje que a força de Deus não se manifesta pelo grito, mas pela misericórdia, não pela imposição, mas pela compaixão.
Quantos de nós nos sentimos como esse “caniço rachado” ou esse “pavio que fumega” fracos, feridos, quase apagados… Pois saibam: Jesus não nos descarta! Ele não despreza nossas fraquezas. Pelo contrário: cura nossas feridas e reacende nossa esperança.
Não é por acaso que Isaías termina: “Em seu nome, as nações depositarão a esperança.” Nosso mundo ainda tem esperança porque a esperança tem um nome: Jesus.
Que aprendamos com Ele a não responder com raiva, mas com caridade; não viver gritando, mas testemunhando. E que possamos também, como Ele, ser consolo para os fracos, e chama viva para os que estão por um fio.
Amém.
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